Colheita do mel de abelhas sem ferrão

Para o sucesso da produção do mel é necessário selecionar as melhores colônias de abelhas sem ferrão. Geralmente, os meliponicultores trabalham com a meta de um número de colônias que seja condizente com a quantidade de floradas.

Sucção com bomba,  pasteurização e  resfriamento são alguns dos métodos de conservação do mel de abelhas sem ferrão

  O mel colhido deverá ser levado a local limpo e logo envasado, quando em quantidades pequenas

Para o sucesso da produção do mel é necessário selecionar as melhores colônias de abelhas sem ferrão. Geralmente, os meliponicultores trabalham com a meta de um número de colônias que seja condizente com a quantidade de floradas.

No primeiro ano, a dedicação é totalmente voltada para a multiplicação de colmeias e, quando atingem um número suficiente de colmeias, reservam uma parte para a produção de mel e outra parte para continuar o processo de multiplicação.

Um dos aspectos mais importantes que o meliponicultor deverá ter em mente ao realizar a colheita e o envase do mel é em relação à higiene, que é fundamental para manutenção da qualidade do produto final.

Colheita

A colheita do mel é, muitas vezes, realizada sem obedecer aos preceitos das Boas Práticas de Fabricação (BPFs), o que pode levar à modificação das características físico-químicas, organolépticas e microbiológicas do produto. O procedimento de colheita quando inadequado favorece a manutenção do mito de que o mel das abelhas sem ferrão caracteriza-se por ter sabor "azedo", o que não é verdade. Quando colhido diretamente dos potes operculados, e obedecendo às BPFs, observa-se que o produto apresenta sabor doce e suave, com aroma pronunciado e de consistência mais líquida.

Ana Maria Waldschimidt, coordenadora do Curso Criação de Abelhas Nativas sem Ferrão - Uruçu, Mandaçaia, Jataí e Iraí, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, aconselha realizar a colheita do mel, de preferência, no período da tarde, evitando a pilhagem. Observar quais os potes operculados e utilizar um dos métodos abaixo:

  • Sucção com bomba;
  • Seringa;
  • Melgueiras lotadas de potes fechados indicam que chegou a hora da colheita;
  • Apenas o mel de potes fechados pode ser colhido;
  • Para fazer a coleta é preciso abrir a tampa da caixa, retirar a melgueira e levá-la para um local limpo;
  • Com uma seringa ou uma bomba a vácuo retira-se o mel, que é colocado em uma vasilha limpa e esterilizada;
  • A higiene é fundamental para evitar que o mel se estrague;
  • Algumas espécies armazenam água em potes. Essa água não deve ser misturada ao mel para não azedá-lo;
  • O mel colhido deverá ser levado a local limpo e logo envasado, quando em quantidades pequenas;
  • Grandes produtores devem proceder a decantação, por período limitado de três dias, em recipiente hermeticamente fechado (lembre-se: o mel de meliponídeos contém mais água).

Apesar dos métodos que utilizam seringas descartáveis e bombas de sucção serem os que possibilitam obter um produto com melhor qualidade final, o beneficiamento ainda é realizado de maneira rústica. É ainda muito comum a utilização do calor (aquecimento) para reduzir a umidade do mel, conseguindo-se, desta forma, evitar a sua fermentação em detrimento das características do produto final.

A pasteurização é outro método bastante divulgado para a conservação do mel. Ele provoca a morte dos microrganismos presentes, sendo necessários cuidados na sua execução. No entanto, mesmo obtendo-se sucesso após a abertura do pote de mel pasteurizado, esse necessitará ser conservado em geladeira.

Até o momento, o método mais recomendado para a conservação do mel tem sido o uso de resfriamento. Apesar de eficaz, esse método traz a necessidade de uma presença permanente do produto sob refrigeração, seja durante seu armazenamento, seja durante a sua comercialização, de forma a aumentar substancialmente os custos envolvidos neste processo.

Equipe de Redação 05-07-2013 Apicultura

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