A ensilagem é um processo de conservação de forragem que tem sido amplamente utilizado com a finalidade de produção de alimento volumoso (silagem) de boa qualidade durante todo o ano, permitindo o aproveitamento do excesso de forragens do período das águas para fornecimento aos animais durante o período seco, quando ocorre uma diminuição quali-quantitativa das forrageiras. Essa estratégia é muito importante, principalmente, para empreendimentos de exploração intensiva com vacas leiteiras ou bovinos em confinamento, nos quais a exigência por volumoso de boa qualidade é maior.
Define-se silagem como sendo o produto resultante da fermentação da planta forrageira na ausência de ar, finamente picada e acondicionada rapidamente em estrutura de armazenagem. Vale ressaltar que a ensilagem não é um método para melhorar o valor nutritivo de plantas forrageiras, mas, sim, um método que visa a preservação dos nutrientes dessas plantas.
Para que haja um mínimo de perdas durante a confecção da silagem, alguns fatores devem ser considerados. O teor de umidade das forrageiras ao serem ensiladas tem grande influência nas reações químicas que ocorrerão durante o armazenamento, afetando, consequentemente, o valor nutritivo. A exclusão do ar é importante porque a respiração da planta consome os carboidratos disponíveis para a fermentação natural de ácido lático. Uma grande quantidade de ar deixada dentro do silo, ou nele penetrando naturalmente, prolongarão a respiração e, em consequência, o conteúdo de carboidratos solúveis será reduzido, aumentando as perdas de nutrientes e diminuindo a quantidade de ácido lático no produto final.
Outros parâmetros importantes são a presença de bactérias produtoras de ácido lático e a quantidade de seus substratos (carboidratos solúveis). Em outras forragens que não milho e sorgo, a quantidade de carboidratos solúveis pode ser um fator limitante na produção de silagens com conteúdo de matéria seca inferior a 30% ou 35%. É sabido que muitas das forrageiras tropicais apresentam baixo teor de carboidratos solúveis.
Em princípio, qualquer espécie forrageira, anual ou perene, pode ser ensilada. Entretanto, o milho é a espécie forrageira que tem sido mais utilizada na produção de silagens, em função, principalmente, de seu alto conteúdo de energia, além da facilidade de mecanização na ensilagem e da alta produção de matéria seca/ha.
O curso “Produção de Silagem”, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, apresenta, passo a passo, como produzir silagem de milho, sorgo e outros, de boa qualidade. A coordenação técnica do trabalho ficou a cargo do zootecnista Josvaldo Ataíde Júnior, especialista em conservação de forragens e pastagens pela Universidade Federal de Viçosa – UFV.
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Prezado Francisco Antunes,
Bom dia!
O processo de ensilagem consiste no corte da forrageira e seu armazenamento em silos, onde o material é prensado, retirando-se o ar para posterior fermentação. Durante esse processo, são vários os fatores que determinam perdas nutricionais, como o tipo de forrageira utilizada, as condições de plantio da mesma, o momento do corte e a compactação e vedação feitas de forma não satisfatórias. É extremamente importante a ausência de ar e umidade, para que não haja meio propício para proliferação de fungos e bactérias, o que determina perdas na qualidade da silagem.
O silo deve permanecer fechado por, no mínimo, 21 dias, tempo necessário para que ocorra os principais processos de fermentação e a silagem atinja a estabilidade. Após esse período, o silo pode ser aberto e a silagem consumida, tomando-se alguns cuidados no momento da retirada da mesma, pois com a abertura do silo, a entrada de ar faz com que os microrganismos que se encontravam em dormência, pela ausência de ar, passem a se multiplicar rapidamente, o que provoca a deterioração da silagem.
Por isso, a mesma deve ser retirada em fatias e aos poucos, evitando o contato com o ar. Também deve-se ter o cuidado de servir a forragem ao animal assim que retirá-la do silo. A remoção deve ser feita sem revolver a massa restante, para evitar a penetração de ar, o que torna inadequado o uso de pás carregadeiras frontais para o descarregamento.
Diante do exposto, podemos dizer que o transporte da silagem acarreta, em contato com o ar, sua provável degradação. Assim, seria interessante a presença do silo na sua propriedade sem que seja necessário o transporte para posterior armazenamento. É importante que o senhor entre em contato com um profissional que possa assisti-lo durante todo o processo de ensilagem, pra minimizar todos os fatores que podem causar perdas.
Para ajudá-lo a adquirir conhecimento sobre esse e outros assuntos com os quais o senhor lida no dia-a-dia, sugerimos que conheça os cursos da área de “Pastagens e Alimentação Animal”, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, da qual destacamos o curso “Produção de Silagem”. Informações mais detalhadas sobre o curso (preço, como comprar, conteúdo, etc) poderão ser encontradas no link abaixo:
http://www.cpt.com.br/curso/38/5197/producao-de-silagem
Além desses cursos, possuímos outros relacionados que poderão lhe trazer benefícios. Caso haja interesse, favor entrar em contato para maiores informações:
Tel: (31) 3899-7000 ou MSN: sac@cpt.com.br
Atenciosamente,
Marconi Vieira
Oi, gostaria de saber o que acontece nutricionalmente a uma silagem que é tirada de um silo, vai para um caminhão e depois é ensilada novamente. Ocorrem muitas perdas? Obrigado.