Saiba como manejar e criar bicho-da-seda

A forma mais segura para se certificar que os casulos se encontram no ponto de colheita, é colher alguns casulos, cortá-los e verificar a coloração

 
Foto: Abril

A criação do bicho-da-seda é uma atividade agrícola que tem por finalidade a exploração da seda para o setor têxtil. O sistema de produção é feito de forma integrada com as indústrias de fiação. Os produtores compram dessas indústrias as lagartas em fase inicial de desenvolvimento e vendem para as mesmas os casulos produzidos.

O mercado mundial para a seda e seus produtos encontra-se em expansão. Além do uso tradicional, vêm sendo desenvolvidas novas aplicações para essa fibra nobre, abrindo perspectivas para os exportadores de matérias-primas e produtos acabados. O declínio da produção dos fios da seda, em alguns países tradicionalmente produtores, está criando espaço para a entrada de novos fornecedores no mercado. O Brasil tem potencial para aumentar a produção e, consequentemente, os ganhos com a exportação.

Mas, antes de entrar no setor, é preciso conhecer algumas orientações importantes para a criação do bicho-da-seda. Entre os fatores relevantes nessa atividade estão a temperatura, a umidade, o horário de alimentação e a quantidade de folhas.

Fornecimento de alimentação

No que diz respeito à alimentação desse animal, a colheita das folhas de amoreira devem ser feita de acordo com a idade da lagarta. Deve-se tomar o cuidado de não oferecer folhas amareladas ou sujas. Vale lembrar que a qualidade e a quantidade dos casulos produzidos estão diretamente relacionados com a qualidade das folhas fornecidas.

Controle de temperatura e umidade

Em relação à temperatura e à umidade, quando ocorrem grandes oscilações, algumas providências podem ser tomadas para que as condições se aproximem das ideais. Quando elas estão acima do normal, deve-se aplicar cal sobre as lagartas e aumentar a ventilação dentro da instalação. Já quando ocorrerem alta temperatura e baixa umidade, deve-se molhar o piso nas horas mais frescas do dia.

Aplicação de cal hidratada

Faz parte dos cuidados necessários à criação a aplicação de cal hidratada sobre as lagartas na cama, visando diminuir a umidade. A cal é aplicada através de polvilhamento, depositando-se uma fina camada sobre a superfície da cama. Ela seca os resíduos que vão ficando (folhas, ramos, fezes, entre outros) e evita a fermentação. A aplicação de cal normalmente é feita após as lagartas entrarem no "sono" e quando houver muita umidade no ambiente.

Colheita e limpeza dos casulos

Após a formação do casulo, a lagarta se transforma em crisálida. Cerca de sete dias após a subida das lagartas nos bosques, pode-se realizar a colheita. A hora certa de colher é quando as crisálidas apresentarem coloração marrom escura. A forma mais segura para se certificar que os casulos se encontram no ponto de colheita, é colher alguns casulos e cortá-los a fim de verificar a coloração das crisálidas.

Posteriormente, retiram-se dos bosques as lagartas mortas, casulos manchados e finos e realiza-se a colheita. A retirada dos casulos dos bosques é feita com equipamentos apropriados. No bosque de plástico, utilizam-se garfos. No caso de bosques de papelão, utilizam-se mesa de apoio e pente de madeira. Os casulos retirados vão sendo depositados em superfície limpa com cuidado sem amontoá-los.

Alfredo Alcides Goicochea Huertas, coordenador do Curso Criação do Bicho-da-Seda, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, diz que, após a colheita, utiliza-se a peladeira para a retirada da anafaia. A peladeira deve ser utilizada com muito cuidado para não amassar nem manchar os casulos.

Os casulos são então selecionados, separando-se os de segunda e os duplos, sendo ensacados e comercializados.

Equipe de Redação 23-05-2012 Pequenas Criações

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