Saiba mais sobre antracnose em goiabeiras

Saiba mais sobre antracnose em goiabeiras. Os sintomas da antracnose podem surgir em várias fases de desenvolvimento das frutíferas, como no florescimento e na maturação - até mesmo no pós-colheita.

A antracnose em goiabeiras pode ocorrer na América do Sul, inclusive no Brasil, e pode gerar sérios prejuízos ao fruticultor

Saiba mais sobre antracnose em goiabeiras

"A goiaba é uma fruta de grande importância econômica, tanto para o mercado interno como para exportação. Entretanto, para que as goiabeiras sejam produtivas e gerem frutos com alto padrão de qualidade, é preciso tomar alguns cuidados em relação a doenças como a antracnose", afirmam os pesquisadores da Goiabrás e professores do Curso a Distância CPT Produção de Goiaba, em Livro+DVD e Online, da Área Fruticultura.

Causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, a antracnose resulta em sérios prejuízos ao produtor de goiabas. Portanto, é essencial o seu controle preventivo para que esse grave mal não afete o pomar. Os danos nas goiabeiras podem ser severos, principalmente em pomares velhos, pouco cuidados e densos. Sob essas condições, o fungo encontra meios de se desenvolver rapidamente.

A doença fúngica ocorre nas Américas do Sul e Central, além da região Sul dos Estados Unidos. Há casos de antracnose na África do Sul e na Índia. No Brasil, as regiões do Distrito Federal e do Ceará se destacam como as mais atingidas pelo ataque do Colletotrichum - principalmente nas goiabas maduras. Na verdade, onde existe plantação de goiabas, a antracnose pode surgir quando em condições propícias para o seu desenvolvimento. Recentemente, goiabeiras cultivadas no Espírito Santo também apresentaram sinais da doença.

Os sintomas da antracnose podem surgir em várias fases de desenvolvimento das frutíferas, como no florescimento e na maturação - até mesmo no pós-colheita. As espécies mais suscetíveis ao ataque desse terrível fungo são Cucurbitaceae, Leguminosae, Malvaceae, Solanaceae, Amaranthaceae, Rosaceae, Chenopodiacea e Dioscoreacea. Isso porque o Colletotrichum gloeosporioides apresenta uma vasta gama de hospedeiros.

Os sintomas mais comunas de antracnose são as manchas escuras e irregulares nos frutos e nas folhas, além do crestamento dos ramos e das folhas. Mas os frutos são os preferidos do fungo, em especial se estiverem maduros. Neles, as lesões aparecem como manchas arredondadas, negras ou marrom-escuras, em forma de depressão. Quando atinge a polpa, o Colletotrichum pode causar podridão completa do fruto.

Como medidas de controle, as mudas de goiabeiras devem ser produzidas em viveiros afastados de regiões afetadas pela antracnose. Além disso, é imprescindível fazer o contínuo monitoramento do pomar. Caso seja detectada a doença, as partes afetadas da planta devem ser queimadas. Da mesma forma, restos vegetais não devem ser deixados no chão para evitar a disseminação da doença.

As podas de condução da goiabeira são uma boa medida de controle, pois melhoram o arejamento da planta e permitem a entrada dos raios solares, o que reduz a umidade no interior das plantas. As árvores devem apresentar uma boa distância umas das outras para circular o ar. As adubações com excesso de nitrogênio devem ser evitadas, assim como o ensacamento dos frutos. Fungicidas protetores reduzem o potencial de inóculo no pomar.

Fonte: IFPA Fitopatologia.

Confira o artigo "Cultivo de frutíferas em pequenas áreas" e aprimore ainda mais o seu conhecimento.

Andréa Oliveira 20-09-2017 Fruticultura

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