Criação de rãs: Brasil é o segundo no ranking mundial

Criação de rãs: Brasil é o segundo no ranking mundial. A diferença é que os asiáticos criam as rãs soltas no sistema semi-intensivo; já os brasileiros preferem criá-las em confinamento.

O Brasil é o segundo no ranking mundial de criação de rãs embora o consumo da carne ainda seja pequeno

Criação de rãs: Brasil é o segundo no ranking mundial

Seguindo Taiwan, o Brasil é o segundo no ranking mundial de criação de rãs. A diferença é que os asiáticos criam as rãs soltas no sistema semi-intensivo; já os brasileiros preferem criá-las em confinamento. Como o consumo da carne de rã em nosso país ainda é pequeno, poucos se aventuram nesse tipo de negócio. Mas os que encaram, com determinação, esse desafio, obtêm boa rentabilidade tendo em vista o alto valor da carne no mercado.

Os ranários brasileiros preferem criar a rã touro (importada), pois ela se adapta muito bem à criação em cativeiro - ao contrário da rã-pimenta (nativa). Ainda assim, o criatório de rãs touro deve monitorar continuamente a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar e a luminosidade (entrada de luz no ranário). Dessa forma, a reprodução (estimulada por hormônios) é otimizada com maior produção de ovos e nascimento de girinos saudáveis.

"No Brasil, nos últimos anos, com o desenvolvimento de novas tecnologias específicas para a criação de rãs, a ranicultura tem passado por uma de suas melhores fases - inclusive com o ingresso de novos criadores no setor e reaquecimento do mercado", afirma Samuel Lopes Lima, professor do Curso a Distância CPT Criação de Rãs - Novas Tecnologias, em Livro+DVD e Online, da Área Piscicultura.

Em algumas regiões do país, restaurantes finos já adicionaram ao cardápio pratos elaborados com carne de rã. Segundo Alexandre Peres, proprietário de um restaurante no Rio de Janeiro, seu espaço oferece aos clientes pratos com rã preparada à moda chinesa. O preço é um pouco salgado, pois o quilo da carne de rã chega a R$ 60. Quando se agrega valor à carne, em pratos como "Rã Laqueada com Laranja", o empresário consegue obter um ótimo faturamento.

Entretanto, criar rãs requer alguns cuidados para o sucesso do ranário. Classificadas como anfíbios (terra e água como habitat), as rãs alteram a temperatura corporal assim que passam de um ambiente para outro. Como consequência, elas se tornam mais vulneráveis ao meio, o que exige do ranicultor cautela em relação às instalações onde são criadas. Caso contrário, pode ocorrer queda na performance produtiva do ranário.

A dieta das rãs deve ser equilibrada e bastante nutritiva para que cheguem logo ao peso de abate (250 gramas em oito meses). Os criadouros de rã oferecem ração para peixes, pela dificuldade de se encontrar ração própria para tal. Em geral, são necessários quatro quilos de ração para produzir um quilo de carne de rã. Segundo o ranicultor Eli Emanuel, os tanques escavados na terra economizam ração, pois contêm nutrientes naturais. Enquanto neles se usa 3% do peso vivo para o cálculo do alimento, nos tanques de cimento se emprega 5%.   

Quando abatida, a rã pode chegar a R$ 35/kg. No mercado consumidor, a carne ganha valor e é vendida a R$ 60. Segundo Silvia Melo, pesquisadora da Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro (Fiperj), o baixo volume da carne de rã comercializada torna o produto mais caro. Se houvesse mais ranários no Brasil, essa carne seria mais acessível ao brasileiro, que passaria a consumi-la com mais frequência.

Fonte: Globo Rural.

Confira o artigo "Criação de rãs: negócio lucrativo e vantajoso" e aprimore ainda mais o seu conhecimento.

Andréa Oliveira 16-02-2018 Piscicultura

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