Como criar camarões em água doce

Brasil é o sexto maior produtor mundial

Cultivo de camarões em água doce

A produção mundial de camarões atinge 2,2 milhões de toneladas anuais. Desse total, mais de 700 mil toneladas são produzidas em viveiros, ou seja, cerca de 30% de todo o camarão produzido no mundo vem das fazendas de cultivo. Essa proporção era inferior a 1% no início dos anos 80. Atualmente, o Brasil é o sexto maior produtor mundial, atrás do Vietnã, Taiwan, Tailândia, Índia e Equador. Esses números mostram a importância crescente da carcinicultura nos últimos anos.

Embora os camarões sejam considerados produtos de luxo, devido aos preços elevados, seu cultivo pode contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida das populações de baixa renda, por meio da geração de empregos. Por exemplo, no Equador, 2% da mão-de-obra economicamente ativa atua direta ou indiretamente na indústria camaroneira.

A criação de camarões de água doce é relativamente mais simples que a de camarões marinhos, podendo ser realizada em propriedades de pequeno, médio ou grande porte, localizadas próximo ao litoral ou no interior. Hoje, os camarões de água doce contribuem com cerca de 5% de todo camarão cultivado.

Algumas características são básicas para que uma espécie de camarão possa ser criada. Ela deve apresentar alta fecundidade, fácil manutenção, reprodução em cativeiro, rápido crescimento, alimentação simples e barata, rusticidade e boa aceitação no mercado consumidor.

No Brasil, existem espécies que satisfazem essas exigências, e o curso “Cultivo de Camarões de Água Doce”, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, mostra as técnicas de manejo de todas as etapas de criação desses crustáceos. A coordenação técnica do trabalho ficou a cargo do Prof. Wagner Cotroni Valenti, doutor em ciências e diretor do Centro de Aquicultura da UNESP - Jaboticabal.

http://www.youtube.com/watch?v=7vW-8Iecs24

Marconi Vieira 08-04-2010

Deixe um Comentário

Comentários

Não há comentários para esta matéria.