Como manejar uma anfigranja

A alimentação pode variar de acordo com a fase de desenvolvimento do animal

  Manejo de anfigranja

O sistema de anfigranja é definido por um tipo de criação de rãs mais intensivo, ou seja, o desenvolvimento de construções mais adequadas associadas a técnicas de manejo sistematizadas que permitam o desenvolvimento do plantel de forma satisfatória.

Na criação de qualquer animal, existem algumas regras básicas de manejo que são estabelecidas em função das condições de ambiente que são oferecidas a eles. Entre elas, podem ser mencionadas: a densidade adotada, a alimentação oferecida, o conforto nas instalações e a sistemática das atividades de rotina praticadas no manejo diário pelo tratador.

A densidade se refere ao número de animais ou à capacidade de alojamento que comporta um determinado espaço físico (tanque para girinos e baia para rãs), sem prejuízo ao desempenho zootécnico da criação.

A alimentação pode variar de acordo com a fase de desenvolvimento do animal. No caso dos girinos, eles encontram alimento natural na água (microrganismos e material em suspensão) e o ranicultor oferece a ração em pó fino, geralmente, a mesma utilizada para alevinos de peixes, pelos piscicultores. Para as rãs, o alimento é ração em peletes, geralmente a mesma utilizada para peixes carnívoros.

O manejo físico ou operacional se refere à aplicação da densidade ou do número de animais que devem ser alojados em determinada baia ou tanque de criação, assim como as biometrias, triagens e transferências de animais de um determinado local para outro. A biometria se refere aos procedimentos de medidas de interesse zootécnico, tais como número, peso ou comprimento, para se avaliar o desempenho dos animais. A triagem se refere ao procedimento de separação dos animais, seja por tamanho e, ou peso, de acordo com a necessidade, para manter os lotes mais homogêneos ou uniformes.

Assim, segundo Samuel Lopes Lima, coordenador do Curso Criação de Rãs - Novas Tecnologias, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, consideram-se manejo todos os procedimentos adotados pelo ranicultor que, direta ou indiretamente, afetam o desempenho dos animais em cativeiro. Logicamente, o tipo de instalação utilizada também reflete significativamente no desempenho. Os procedimentos podem ser classificados em atividades de rotina diária, eventuais e periódicas, e se referem ao manejo físico ou operacional, alimentar e sanitário. As atividades eventuais são aquelas que não têm data fixa para ocorrer, apenas uma previsão. Um exemplo é a transferência de reprodutores da baia de mantença para as baias de acasalamentos, que podem se antecipar ou se atrasar em relação à data prevista, dependendo do fluxo de produção, aqui denominado como a migração dos animais nas diversas etapas da criação até a animais para o abate, fato esse que pode ser postergado, ou antecipado, dependendo do mercado. Sem a saída de animais, as baias permanecem ocupadas e, portanto, uma nova safra não pode ou não deve ser iniciada. Atividades periódicas têm uma data prevista, ocorrendo semanalmente ou mensalmente.

Marconi Vieira 08-04-2010

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