Bactéria aumenta biomassa da braquiária em 15%

Bactéria aumenta biomassa da braquiária em 15%. Trata-se da bactéria Azospirillum brasilense, responsável por estimular o crescimento da forrageira.

A bactéria Azospirillum brasilense estimula o crescimento das raízes da braquiária

Bactéria aumenta biomassa da braquiária em 15%

Mais uma vez, a tecnologia surpreende com suas inovações. Recentemente, a Embrapa Soja e a empresa Total Tecnologia desenvolveram uma bactéria capaz de aumentar a produção da biomassa da braquiária em 15%. Trata-se da bactéria Azospirillum brasilense, responsável por estimular o crescimento da forrageira, graças aos fitormônios, que proporcionam um significativo aumento de suas raízes.

Segundo Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa, o crescimento maior das raízes aumenta o potencial da braquiária quanto à exploração do solo em busca de água e nutrientes. Além disso, a planta aproveita melhor o fertilizante adicionado ao solo. Outra vantagem proporcionada pela nova tecnologia é a "melhora da qualidade nutricional na alimentação de animais, devido ao aumento da porcentagem de proteína na forrageira (25% a mais)", afirma o cientista Marco Antônio Nogueira.  

Primeiro produto comercial com registro para braquiárias, o azototal, é um inoculante constituído de estirpes selecionadas da Azospirillum brasilense. A maior produção de biomassa estimulada pela inoculação da bactéria também ajuda na absorção de carbono da atmosfera - cerca de 100 quilos de carbono por hectare (anual). Ao ser convertido em biomassa, o carbono gera mais biomassa, o que faz a planta sequestrar mais carbono.

Outra vantagem ao meio ambiente é que o processo de inoculação de braquiária com Azospirillum elimina uma prática muito comum entre os produtores da forrageira: segunda aplicação de 40 quilos de nitrogênio por hectare. Como resultado, os gases de efeito estufa são consideravelmente mitigados - uma projeção de 180 equivalentes de gás carbônico por hectare (CO2/ha).

No Brasil, 180 milhões de hectares de terra são ocupados por pastagens - a maior parte por braquiárias. Destes, cerca de 70% apresentam um determinado grau de degradação. Atualmente, "o produtor rural utiliza o consórcio de culturas com espécies forrageiras como alternativa de recuperação de pastagens degradadas", afirmam Adriano Jakelaitis, Francisco Cláudio Lopes de Freitas e Lino Roberto Ferreira, professores do Curso a Distância CPT Formação de Pastagens com Braquiária em Consórcio com Milho em Livro+DVD e Online.

A combinação de fertilizante nitrogenado com Azospirillum também poderá ajudar na recuperação de áreas degradadas. Com baixo investimento por parte do produtor, a agropecuária brasileira será amplamente beneficiada", completa a cientista da Embrapa.

Fonte: canalrural.com.br

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Andréa Oliveira 09-04-2018 Alimentação Animal

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