Curso de formação e manejo de capineira

Formação e manejo de capineira

A produção de forrageiras e pastagens constitui uma das principais etapas na exploração racional de um sistema de produção de leite. Não adianta ter em uma fazenda um ótimo rebanho leiteiro se o produtor não tiver disponibilidade de forragens em quantidade e qualidade para transformar a atividade em algo rentável. A existência de quantidade suficiente de forragem, em uma propriedade, possibilita ao animal externar seu potencial máximo, influenciando diretamente tanto na produção de leite, como no seu potencial reprodutivo, desde que se estabeleça uma boa estratégia de controle sanitário do rebanho.

A capineira é uma área de terra cultivada com gramíneas de elevado potencial de produção de forragem, que são cortadas e picadas para fornecimento de alimento verde no cocho, em especial, na época seca. O capim-elefante é a gramínea mais utilizada para esse fim, apresentando, porém, grande exigência em termos de fertilidade do solo e manejo de cortes, para evitar perda de qualidade da forragem. Em propriedades menores, onde são alimentados poucos animais e com produtividade elevada, plantam-se os capins Guatemala e Venezuela, de rendimentos inferiores aos do capim-elefante, porém de excelente qualidade nutricional.

Essas espécies são plantadas nos meses de janeiro a novembro, por mudas oriundas de plantas com três a cinco meses de idade, distribuídas em sulcos espaçados de 0,70 a 1,00 m, devendo ser adubadas com adubo orgânico e fertilizantes químicos, tanto no plantio como em manutenção. No estabelecimento e ao longo de sua utilização, devem ser procedidos tratos culturais, tais como controle de ervas-daninhas, formigas, lagartas, cigarrinha, cupins e outras pragas.

O estabelecimento adequado de uma capineira será conseguido somente se as recomendações sobre práticas de fertilização, produção de mudas, escolha das mudas e sistema de plantio, entre outras, forem adotadas. Essas práticas, além de tornar o estabelecimento mais eficiente, possibilitam tempo mais curto entre o plantio e o uso da capineira formada.

Não há dúvidas de que o acentuado crescimento do capim-elefante dificulta o manejo das capineiras, levando muitos produtores de leite a, erroneamente, oferecer a suas vacas leiteiras capim fibroso, e de baixa qualidade. Muitas vezes, esse engano é cometido devido a ilusão de que o crescimento até alturas de três a quatro metros seria vantajosa, por causa do aumento da produção em volume por área. O produtor parece não saber que o valor nutritivo do capim cai vertiginosamente a partir de 60 dias de crescimento e que o melhor momento para o corte durante a estação das chuvas, em geral, acontece aos 45 dias de brotação. O resultado, nesses casos, tem sido a redução acentuada da produção leiteira, especialmente nos períodos de menor disponibilidade de pasto. Essa é uma questão fundamental para o sucesso de quem maneja uma capineira, porque se a formação e o manejo é bem feito e o corte da forragem acontece no momento apropriado, ela poderá atender às necessidades de suplementação com volumoso com resultados bastante satisfatórios.

O curso “Formação e Manejo de Capineira”, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, sob a coordenação técnica dos pesquisadores Dr. Humberto Resende e Dr. Henrique Bruschi, da Embrapa Gado de Leite, apresenta essa técnica detalhadamente, com base na experiência e nas pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite.

http://www.youtube.com/watch?v=SDkAV4vhBw4

Marconi Vieira 19-04-2010 Alimentação Animal

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