Palma é oferecida ao gado de forma diferente da convencional

Palma é oferecida ao gado de forma diferente da convencional. Para o sistema funcionar perfeitamente, a espécie recomendada é a Opuntia cochenillifera, palma forrageira, que apresenta a raquete menor e solta do pé facilmente

No Sudoeste da Bahia, em Itapetinga, a palma é fornecida ao gado como alternativa de alimento na seca

 Palma é oferecida ao gado de forma diferente da convencionalNormalmente, durante a seca no Nordeste, os criadores fornecem palma picada ao gado como alternativa de garantir aos animais energia, proteína e minerais. Além de resistir muito bem a longos períodos de estiagem, pois sua estrutura permite reserva de água. No Sudoeste da Bahia, em Itapetinga, na fazenda de Luciano Almeida, zootecnista e produtor de leite, a planta é cultivada em dois hectares de terra, em um projeto experimental. A palma é oferecida ao gado de forma diferente da convencional.

No cultivo tradicional de palma para alimento de animais, o produtor corta a planta. Alguns preferem triturar a palma para ser fornecida ao gado diretamente no cocho. Esta é uma prática bastante trabalhosa, que exige muita mão de obra. Já no projeto implantado por Almeida, o cultivo é planejado para que o gado se alimente na própria lavoura, mas não livremente - o pastejo é rotacionado.

"No pastejo rotacionado, a pastagem é subdividida em número variável de piquetes, que são utilizados um após o outro. Trata-se de uma tecnologia de manejo fundamental para quem pretende aumentar a capacidade de suporte e melhorar o desempenho das pastagens", afirma Bianca Helena Passareti Junqueira Franco Almeida, professora do Curso a Distância CPT Pastejo Rotacionado em Livro+DVD e Online.

Como se faz em todo tipo de pastagem embasada nesse sistema, o gado se alimenta da palma mudando de um piquete para outro. Isso porque o pastejo contínuo do rebanho, na área, destrói severamente o palmal. Além disso, a palma que cai durante o pastejo é pisoteada pelos animais, o que gera grande desperdício de alimento. No novo pastejo, quando toda a palma do piquete é consumida, o rebanho segue para outro.

Entretanto, para o sistema funcionar perfeitamente, a espécie recomendada é a Opuntia cochenillifera, palma forrageira, que apresenta a raquete menor e solta do pé facilmente. No plantio convencional, uma palma deve ser cultivada, próxima à outra, em fileira simples. No novo sistema, ela é cultivada em fileira dupla, com uma distância maior entre linhas, para que o gado circule facilmente pelas ruas, sem pisotear as palmas.

No plantio tradicional para corte, são plantadas 66 mil palmas por hectare; no novo projeto, são plantadas 44 mil. Entre uma fileira e outra, são recomendados 4,5m de largura. Isso porque a distância de uma palma para outra vai diminuindo com o desenvolvimento da planta. Com isso, a fileira dupla se torna um bloco e a distância inicial é reduzida para 2,5m. Outra vantagem do maior espaço entrelinhas é a rebrota das palmas.

No pastejo, as palmas que caem encontram no solo um meio favorável para se desenvolver graças ao espaço entre as plantas. Almeida recomenda que, entre as fileiras, seja plantado um capim forrageiro, que não cresça muito, como forma de proteção do solo e garantia de mais um tipo de alimento para o rebanho. O ideal é que o tempo de espera de um pastejo e outro seja de um ano na mesma área de cultivo das palmas.

Fonte: g1.globo.com

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Andréa Oliveira 16-03-2018 Alimentação Animal

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