Núcleos de preservação do gado pantaneiro evitam extinção da raça

Núcleos de preservação do gado pantaneiro evitam extinção da raça. Para evitar a extinção do gado pantaneiro, a Embrapa e algumas universidades criaram núcleos para preservação da raça.

Para evitar a extinção do gado pantaneiro, a Embrapa e algumas universidades criaram núcleos para preservação da raça

Núcleos de preservação do gado pantaneiro evitam extinção da raça

O gado pantaneiro chegou ao Brasil, em 1543, nas primeiras expedições espanholas. Como os espanhóis encontraram resistência indígena, eles abandonaram o gado na região do Pantanal. Quando Portugal incorporou todo território brasileiro, novos bovinos vieram de lá. A mistura de sangue espanhol e português originou a raça de bovino tucura ou pantaneira, que predominou na região até a chegada do bovino zebu no início do século XX.

A partir de então, o pantaneiro passou a cruzar com o zebu, o que se estendeu a anos. Isso quase fez desaparecer o tucura do Pantanal. Atualmente, os bovinos pantaneiros existentes não chegam a mil cabeças. Por isso, para evitar a extinção desses belos animais, a Embrapa e algumas universidades criaram núcleos para preservação da raça. Não podemos nos esquecer que o processo também envolve alguns criadores mato-grossenses.

Em Aquidauana (MS), na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, são criados 150 animais puros. O trabalho começa com a coleta de sangue dos bovinos com características fenotípicas (externas) do pantaneiro para análise do DNA. Após a comprovação da raça, os animais são encaminhados para o núcleo. É importante ressaltar que o pantaneiro ainda não é reconhecido oficialmente como uma raça, mas o processo já tramita no Ministério da Agricultura.

Há mais de 4 séculos no pantanal, o gado pantaneiro é altamente resistente ao calor intenso e aos terrenos encharcados do Pantanal. Dentre suas características fenotípicas, temos: apresenta porte baixo e pernas curtas; possui 100% das características europeias - como ausência de cupim, dorso lombar retilíneo, ausência de umbigo, orelhas acima da linha dos olhos, cabeça com formato triangular, pelo fino e sedoso, bem como pelagem e chifres variados.

Fonte: Globo Rural.

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Andréa Oliveira 11-04-2017 Pecuária

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