Principais doenças do coqueiro

Na cultura do coqueiro, dê especial atenção ao manejo fitossanitário, uma vez que doenças e pragas são fatores que influem grandemente na produção. Embora ocorram problemas em viveiro, as maiores limitações geralmente aparecem quando as palmeiras atingem a fase adulta no campo. Inspeções

Conheça algumas doenças do coqueiro que se desenvolvem em viveiros e no campo

Os problemas em viveiro são importantes, porque, se não tratados a tempo, podem reduzir o crescimento das mudas e atrasar a implantação da cultura no campo

Na cultura do coqueiro, dê especial atenção ao manejo fitossanitário, uma vez que doenças e pragas são fatores que influem grandemente na produção. Embora ocorram problemas em viveiro, as maiores limitações geralmente aparecem quando as palmeiras atingem a fase adulta no campo. Inspeções sistemáticas devem ser feitas no viveiro e/ou no plantio definitivo, visando detectar os problemas, na fase inicial, antes que adquiram caráter epidêmico, o que certamente facilitará a adoção de medidas de controle mais eficazes e econômicas.

Doenças em Viveiro

Os problemas em viveiro são importantes, porque, se não tratados a tempo, podem reduzir o crescimento das mudas e atrasar a implantação da cultura no campo. Vários fatores como: umidade, temperatura, tipo de solo, fertilização e espaçamento podem influenciar a ocorrência de surtos de doenças. Na Bahia, os maiores danos em viveiros de palmáceas têm sido causados por fungos responsáveis por manchas foliares.

Manchas foliares causadas por Drechslera incurvata

O primeiro sintoma da doença, também conhecida como Helminthosporiose, é o aparecimento de um pequeno ponto de cor amarelo brilhante, rodeado por uma mancha difusa com cor amarelada. As primeiras lesões são inicialmente circulares ou elipsoides, com o centro marrom-escuro. Como os pontos necróticos continuam a se expandir, eles geralmente se unem de forma irregular formando grandes lesões de cor castanha-acinzentada. Eventualmente, a lâmina foliar começa a secar a partir da ponta. Também ocorre a morte das margens dos folíolos.

Umidade elevada proveniente de chuva ou irrigações favorecem o agravamento dos danos causados pela Helminthosporiose. Os conídios castanho-claros, pseudoseptados, encurvados, naviculares ou largamente fusiformes, produzidos em conidióforos simples ou agrupados, são geralmente disseminados pelo vento ou respingos de água.

Como medidas de controle, recomenda-se a eliminação e queima de partes secas das folhas, a aplicação dos fungicidas thiram, mancozeb ou captan, a 0, 2%, em intervalos semanais, além de adubações reforçadas com nitrogênio e do controle de ervas daninhas no viveiro.

Doenças no Campo

Anel Vermelho

É uma doença típica das palmáceas, no Continente Americano, ocorrendo endemicamente em todos os Estados que produzem coco e dendê no Brasil. O anel vermelho é a principal causa da mortalidade dos coqueiros, apresentando distribuição generalizada em todas as regiões produtoras do Brasil. A doença é causada pelo Burshaphelenchus cocophilus, um nematoide de corpo bastante delgado, com aproximadamente 1mm de comprimento, e que apresenta uma movimentação muito intensa, quando em suspensão aquosa, conforme pode ser observado sob lupa. Este nematoide é transmitido pelo curculionídeo Rhynchophorus palmarum, besouro que, sendo atraído por qualquer ferimento no dendezeiro, pode inocular o nematoide pelo simples contato ou por meio de perfurações na superfície ferida.

De cor negra, medindo aproximadamente 5cm de comprimento, o R. palmarum perfura as palmeiras com o rostro, fazendo posturas nos ferimentos. As larvas penetram planta adentro e formam galerias, alimentando-se do pecíolo das folhas e do tronco mole (palmito), até tornarem-se pupas, das quais emergem os adultos, recomeçando, dessa forma, um novo ciclo de vida. O R. palmarum pode também multiplicar-se no estipe do dendezeiro (Elaeis guineensis), piaçaveira (Attalea funifera) e outras palmeiras hospedeiras alternativas da doença. A transmissão, algumas vezes, pode ocorrer mecanicamente, por meio de ferramentas contaminadas, principalmente durante as operações de despalma e colheita.

O controle da doença tem sido feito no controle do inseto vetor. São necessárias inspeções periódicas na plantação ( se possível semanalmente) para detecção das plantas doentes. Atualmente, não mais se recomenda o aproveitamento de plantas doentes para a confecção de iscas. Estudos realizados na CEPLAC demonstraram que iscas de cana-de-açúcar, quando associadas com feromônio sintético de R. Palmarum, são bem mais eficazes que cana-de-açúcar e/ou pedaços de tronco de coqueiros isoladamente. Estas iscas podem ser colocadas em armadilhas tipo balde ou tipo feixe.

Conheça outras tipos de doenças, seus sintomas e controle, acessando o Curso Controle de Pragas e Doenças do Coqueiro, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Equipe de Redação 23-05-2013 Cultivo de Coco

Deixe um Comentário

Comentários

Não há comentários para esta matéria.