Reprodução de orquídeas, saiba como fazer

No processo assimbiótico, as plantas levam até 7 anos para florescerem

 

Uma das maneiras mais fáceis de reproduzir orquídeas é através de mudas. As mudas formadas na parte superior do caule logo produzem raízes. Quando elas chegarem ao comprimento de 8 a 10 cm, podem ser separadas da planta-mãe e colocadas em vasos individuais.

Faça a retirada da muda com uma tesoura previamente esterilizada, com bastante cuidado para não prejudicar a planta. Cada muda deve ficar com, pelo menos, quatro pseudobulbos. É feita uma boa limpeza nas raízes, com água corrente, e verificado se não estão velhas. Caso estejam, execute a poda. Retire as bainhas secas e dê uma boa lavada nas folhas da muda, use uma escova comum para as áreas maiores e uma escova de dente para as menores. Em seguida, basta plantar a muda no vaso. Na maioria dos casos, as plantas reproduzidas florescem depois de dois anos. Esse método, para quem cultiva orquídeas em grande escala, com fins comerciais, é antieconômico.

Atenção! A orquídea sente bastante quando se toca em sua estrutura. Portanto, só se faz o replante quando houver necessidade.

Atualmente, existem métodos de reprodução de orquídeas revolucionários. A multiplicação por sementes, além de ser muito mais complexa, é também demorada, pois leva sete anos desde a fecundação da flor até a primeira floração. Entretanto, é vantajosa para a produção em grande escala. O inconveniente é a obtenção de uma grande variedade de flores com novas características, pois elas não são todas iguais à planta-mãe.

Existem duas formas de reproduzir orquídeas através de sementes: o processo simbiótico e o processo assimbiótico.

Processo simbiótico

Após a fecundação de uma flor por uma abelha, borboleta ou outro agente polinizador, o ovário se intumesce, formando uma cápsula com sementes. Após um ano, ela amadurece, abre-se e solta as pequenas sementes que são levadas pelo vento.

Apenas germinam aquelas cujo embrião é atacado por um fungo chamado micorriza. Somente uma porcentagem mínima de sementes vingarão e se tornarão adultas, ou seja, as que, casualmente, encontrarem condições ideais de fixação, luz e umidade. Da fecundação até a floração, são necessários sete anos.

Processo assimbiótico

No processo assimbiótico, as sementes são germinadas dentro de laboratórios. Descoberto em 1922, pelo professor americano Lewis Knudson, o mesmo efeito do fungo micorriza foi produzido em laboratório. Esse tipo de reprodução começa dentro de frascos até ser repassado para os vasos. Também nesse processo, as plantas levam até 7 anos para florescerem.

Outro processo de reprodução de orquídeas é o da cultura meristemática, descoberto pelo cientista francês Georges Morel. Ele possibilita a obtenção de centenas de novas mudas, em apenas um ano, a partir de uma simples gema de um broto, ainda de uma ponta de raiz ou de uma haste floral. Esse método, além da rápido, tem como vantagem o fato de que as plantas serão idênticas à planta-mãe.

Geralmente, na axila de cada folha, ou pseudobulbo, aparece uma gema dormente que possui um meristema. Os meristemas são extraídos das orquídeas e cultivados em vidros. Formam um protocórmio que lembra o crescimento do embrião de uma semente. Nesses protocórmios, aparecem as primeiras folhinhas seguidas por raízes. Eles podem dividir-se espontaneamente e formar uma pequena touceira, com diversos protocórmios colaterais, cada um dando origem a uma nova planta.

Segundo Waldyr Fochi Endsfeldz, coordenador do Curso Cultivo de Orquídeas para Fins Comerciais ou Hobby, elaborado pelo CPT - Centro de Produções Técnicas, essa descoberta proporcionou o fim das plantas únicas e caras, e em um futuro próximo as variedades raras não serão assim tão raras.

Equipe de Redação 30-05-2012 Floricultura

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