Principais doenças de aves criadas no chão

Deve-se tomar cuidado com algumas doenças que são comuns à espécie e a outras típicas do manejo semiconfinado

 

A limpeza e a desinfecção das instalações e dos equipamentos utilizados para o manejo de aves são de extrema importância, principalmente, no que diz respeito à contaminação de doenças. É sempre bom que um lote não utilize a mesma cama de outro lote. É mais vantajoso fazer a remoção da cama e vendê-la como esterco.

Segundo Luiz Fernando Teixeira Albino, coordenador do Curso Criação de Frango e Galinha Caipira, elaborado pelo CPT - Centro de Produções Técnicas, o avicultor precisa ter um bom conhecimento dos problemas sanitários de sua região, evitando desperdício de tempo e dinheiro com medicamentos desnecessários ou deixando de prevenir doenças de difícil e oneroso controle.

Em regime semiconfinado ou semi-intensivo, o ambiente apresenta-se menos estressante que em uma granja convencional. No entanto, deve-se tomar cuidado com algumas doenças que são comuns à espécie e a outras típicas do manejo semiconfinado.

Doença de Gumboro: é também conhecida como doença infecciosa da bolsa de Fabrício, ou simplesmente bursite, sendo provocada pelo birnavírus. Esse vírus atua destruindo o tecido linfóide, resultando em imunodepressão. Ataca principalmente as aves jovens, a partir da 3ª semana de idade.

Varíola ou Bouba Aviária: é também conhecida como caroço ou pipoca, em virtude dos nódulos que se formam na face, crista, barbelas e outras partes expostas das aves, assemelhando-se a crostas, ou verrugas, além de falsas membranas no trato digestivo e respiratório. Disseminada por mosquitos, é um doença virótica, mais comum nos meses mais quentes, tendo como características, além das lesões, a falta de apetite, a sonolência e o aumento de mortalidade. Uma vez instalada, não possui tratamento eficaz, restando ao avicultor tratar as lesões com tintura de iodo glicerinado e antibióticos em água de bebida para evitar infecções secundárias. Deve-se, portanto, preveni-la com vacinação no primeiro dia de vida. Poedeiras receberão ainda outra dose da vacina, a "bouba forte", na membrana da asa. Isto se dá com sete ou oito semanas de vida, repetindo-se após seis meses.

Doença de Marek: também virótica e altamente contagiosa, não possui tratamento curativo. Manifesta-se a partir dos 30 dias de idade através de tumores (crescimento anormal de células) dos nervos e do sistema nervoso central, atingindo pele, músculos e vísceras. A paralisia das pernas ou asas é o sintoma mais comum. Previne-se vacinando os pintinhos no primeiro dia.

Pasteurelose ou Cólera Aviária: doença provocada por bactérias, tem geralmente caráter agudo, causando grande mortalidade. Em função disso, muitas vezes, os sintomas nem são percebidos pelo avicultor. O inchaço do rosto e barbelas podem caracterizar a forma crônica. Como a transmissão ocorre de ave para ave, além das medidas de higiene já descritas no vídeo e acima, deve-se eliminar as portadoras e iniciar tratamento com antibióticos. Existem vacinas, mas de eficácia ainda duvidosa.

Equipe de Redação 21-08-2012 Avicultura

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