Abelhas sem ferrão: manejo correto aumenta produtividade

O manejo correto das abelhas sem ferrão aumenta a produtividade das colmeias, melhora a qualidade do mel e gera um bom faturamento para o apicultor.

O manejo correto das abelhas sem ferrão aumenta a produtividade das colmeias, melhora a qualidade do mel e gera um bom faturamento para o apicultor

Abelhas sem ferrão: manejo correto aumenta produtividade

A criação de abelhas nativas sem ferrão difundiu-se por todo território brasileiro e diversos países de clima tropical. Entretanto, muitos meliponicultores desconhecem as práticas de manejo adequadas que proporcionam aumento de produtividade e bons lucros.

Por tais motivos, o Instituto de Biociências da USP e demais instituições desenvolveram uma pesquisa em 250 propriedades (20 estados brasileiros), onde são criadas abelhas sem ferrão, para avaliar o sistema de criação.

Durante o desenvolvimento da pesquisa, foi constatada uma grande variedade de espécies de abelhas sem ferrão, como a jataí (Tetragonisca angustula) e a mandaçaia (Melipona quadrifasciata) - na região Sudeste; e a jandaíra (Melipona subnitida) e a uruçu (Melipona scutellaris) - na região Nordeste.

Independente da região, os meliponicultores utilizam as mais diversas caixas para implantação das colônias, tanto na criação comercial de abelhas sem ferrão como na criação por hobby. Alguns apicultores produzem apenas 20 litros por ano; outros já alcançam mais de 200 litros. A gritante diferença está no tipo de manejo adotado.

Por isso, torna-se primordial seguir alguns procedimentos simples e práticos para aumentar a produtividade das colmeias, melhorar a qualidade do mel e gerar um bom faturamento para o apicultor. Um manejo bem eficiente é o que utiliza, por exemplo, xarope ou mel diluído, para alimentar as abelhas no período de escassez de chuvas. Isso amplia o rendimento da criação.

Infelizmente, muitos criadores não interferem na alimentação das abelhas, mesmo na seca, deixando-as aos cuidados da própria natureza. Como consequência, os resultados não são satisfatórios, pois, por falta de alimento, as abelhas não produzem o suficiente.

Outra prática excelente é a coleta do mel com seringas. Além de ser menos invasiva, ela evita o estresse das abelhas, bem como a ação de agentes contaminantes. Por falar em contaminação por microrganismos, não podemos nos esquecer da pasteurização do mel. Este se tornou um método de conservação do mel bastante comum em algumas propriedades.

Por fim, o controle de pragas tende a otimizar a produção das abelhas. Estando saudáveis, as abelhas produzem mel de qualidade. Com isso, o produtor ganha mais, o que o incentiva a multiplicar suas colônias para o sucesso do meliponário.

Por Andréa Oliveira.

Fonte: Agência USP de Notícias.


Andréa Oliveira 16-09-2015 Apicultura

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