Saiba mais sobre mancha branca do camarão

Saiba mais sobre mancha branca do camarão. Os camarões de água doce e marinhos são os que apresentam maior mortalidade ao ataque do vírus da mancha branca.

A mancha branca do camarão se prolonga durante toda a vida dos camarões

Saiba mais sobre mancha branca do camarão 

A mancha branca do camarão é uma doença originária da Ásia, que chegou ao Brasil em 2004. Desde então, tem afetado inúmeros criatórios de camarão do Brasil. Em especial, do Ceará e do Rio Grande do Norte. Quando acomete os camarões, a doença virótica deixa manchas brancas na sua cutícula (casca). Trata-se de uma enfermidade de difícil controle, pois o vírus se reproduz no interior das células do animal.

Os camarões de água doce e marinhos são os que apresentam maior mortalidade ao ataque do vírus da mancha branca. Já os caranguejos e as lagostas apresentam apenas fraqueza e morbidez, o que também prejudica a produtividade desses animais. Quanto aos moluscos marinhos, estes são apenas portadores mecânicos da doença.

Conhecida como WSSV (White Spot Syndrome Virus), a infecção se prolonga durante toda a vida dos camarões. Até mesmo os camarões que se recuperam da doença apresentam o vírus em seu organismo. Na verdade, o vírus é resistente e pode sobreviver 30 dias em água marinha a 30 °C. Já em lagoas, consegue viver até 4 dias, mas torna-se inativo a 60 °C.

A mancha branca do camarão pode ocorrer em todos os estágios de vida do animal, principalmente nas fases pós-larva e camarões jovens. O principal gatilho para o surgimento da doença é o estresse causado na fase de muda, além de alterações no pH da água, na temperatura (abaixo de 18°C ou acima de 30°C) e na salinidade. A forma clínica de manifestação pode ser observada pelos seguintes sintomas:

->Apatia e prostração;
->Redução no consumo de alimento;
->Cor rósea a marrom (cutícula);
->Mudança no comportamento (aproximação das margens e da superfície da água).

A imunidade baixa dos camarões, o mudanças bruscas no ambiente e o manejo alimentar inadequado são fatores de risco para a doença. Daí a extrema necessidade de garantir o conforto e bem-estar animal, com condições ambientais ideais de temperatura, pH, salinidade e oxigenação da água. Além disso, é essencial fornecer aos camarões uma dieta balanceada, rica em nutrientes, com aditivos que fortaleçam o seu sistema imunológico.

Fontes: Infoescola e abz.

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Andréa Oliveira 29-05-2017 Piscicultura

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