Manejo de ovelhas para a produção de lã

Nos últimos 50 dias de gestação, deve-se aumentar a atenção ao rebanho, pois nessa fase ocorre 70% do crescimento do feto

O potencial de produção de lã é determinado durante a vida fetal. A nutrição da ovelha durante a prenhez e a lactação não influenciará somente a sua produção imediata de lã mas também a de seus filhos. Após o nascimento, a nutrição permanece importante, pois continua influenciando a produção de lã.

Por isso, é importante lembrar que as ovelhas mantidas na pastagem devem ter forragem de boa qualidade, suficiente para atender às necessidades fisiológicas. Devem ser suplementadas com mistura mineral à vontade, em cochos cobertos; ter à disposição água de boa qualidade e em abundância em bebedouros limpos; e ter sombra, de preferência de árvores, aumentando o conforto do rebanho, diminuindo, assim, os efeitos do excesso de insolação.

Manejo pós reprodução

Gestação

Os primeiros 40 dias após a cobertura representam uma fase de muita sensibilidade para o embrião, que se encontra em um momento de estabelecimento e, por isso, é bastante frágil. Em razão disso, as ovelhas deverão ser manejadas de uma forma muito tranquila, sendo desaconselhável transportar esses animais, assim como promover mudanças de ambiente e de manejo. Qualquer atividade estressante deverá ser evitada. Podemos concluir que os animais devem receber apenas o manejo essencial, o que certamente significará menor risco de perdas embrionárias.

Nos últimos 50 dias de gestação, deve-se aumentar a atenção ao rebanho, pois nessa fase ocorre 70% do crescimento do feto. Por isso, nesse momento, a ovelha exigirá mais em termos de alimentação. Se a pastagem não estiver em boas condições, será indispensável fazer uma suplementação.

Parição

Na ocasião do parto, as ovelhas devem estar limpas, mantidas em pastagens não muito altas, sem acidentes geográficos, ou buracos, para que possam ser vistas pelo tratador constantemente, com o objetivo de garantir a sobrevivência dos cordeiros, que são sensíveis.

Além disso, é preciso tomar cuidado com os predadores, que geralmente aparecem no momento da parição, aproveitando-se da fragilidade do cordeiro. E, se a região da propriedade apresenta incidência de chuvas fortes durante a época de parição, ou ocorrência de temperaturas baixas, será conveniente colocar à disposição dos animais um abrigo.

Amamentação

Durante todo o período de amamentação, a ovelha deverá estar bem alimentada, para que produza bastante leite e propicie uma alimentação adequada ao seu cordeiro. A lactação é uma fase de alta exigência nutricional. Se não forem satisfeitas essas necessidades, pode piorar muito a condição corporal da matriz, que irá comprometer o seu desempenho reprodutivo na estação de monta seguinte.

Desmame

A desmama, definida como a supressão total da ingestão de leite pelo cordeiro, é efetuada nas mais distintas formas, conforme os sistemas de produção empregados nas diversas regiões criatórias do mundo.

Segundo Edson de Siqueira Ramos, coordenador do Curso Criação de Ovinos para Produção de Lã, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, são considerados três sistemas de desmama: precoce, semiprecoce e tardio. O precoce refere-se à separação do cordeiro na faixa de 21 a 45 dias; o semiprecoce, de 60 a 100 dias; o tardio, de 100 a 150 dias de idade.

A desmama tardia é típica dos sistemas extensivos de criação, ao passo que a precoce ajusta-se tanto aos casos das explorações leiteiras como aos sistemas intensivos de produção de carne. No caso específico das novas áreas de criação, nas quais as condições climáticas indiquem a necessidade da implantação do confinamento, em virtude das altas cargas parasitárias da pastagem, a desmama precoce, efetuada ao redor de 45 dias, é a indicada.

Equipe de Redação 31-05-2012 Criação de Ovinos

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