Tecnologia da Embrapa aumenta vida útil do coco

Tecnologia da Embrapa aumenta vida útil do coco. a membrana protetora funciona como uma barreira física no coco verde. Assim que é formada, reduz o metabolismo do fruto, ou seja, diminui a atividade enzimática.

A tecnologia da Embrapa reduz a degradação de açúcares, minerais e vitaminas, o que aumenta a vida útil do coco

Tecnologia da Embrapa aumenta vida útil do coco

"Cada vez mais, o cultivo de coco tem se expandido para suprir a grande demanda do mercado interno e externo. Entretanto, um dos principais problemas enfrentados pelo produtor é preservar a integridade dos cocos verdes no transporte até os centros comerciais do país e na exportação", afirma Luiz Ângelo Mirisola Filho, professor do Curso a Distância CPT Produção de Coco Anão para Consumo de Água em Livro+DVD e Online.

A película protetora conserva todos os nutrientes do coco

Felizmente, uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa (10 anos de pesquisa) aumenta a vida útil do coco e preserva o seu frescor tal qual no coqueiro. O revestimento é comestível, biodegradável e de fácil aplicação. Graças a ele, os europeus poderão consumir coco verde brasileiro a partir de junho de 2018. Isso porque a película protetora conserva todos os nutrientes do fruto, assim como a cor e o sabor da água.

O valor da unidade do coco chega a dez vezes mais na Europa

Segundo Edivânio Domingos, da Fazenda Coco do Vale, a tecnologia é altamente viável, pois apresenta baixo custo, além de não requerer muita mão de obra. Recentemente, o produtor fechou contratos com Portugal, Holanda e Bélgica, para comercialização de cocos revestidos. No verão da Europa, o valor da unidade do coco chega a dez vezes mais quando comparado ao valor no Brasil (inverno).

A vida útil do coco verde pode se estender para mais 40 dias

Ao testar a tecnologia na fazenda, os resultados foram surpreendentes: a vida útil dos cocos se estendeu para mais 40 dias. Se o objetivo for exportação, é essencial tomar alguns cuidados quanto à ventilação, à temperatura e à umidade dentro dos containers do navio. Caso contrário, esse índice não será alcançado ainda que os cocos estejam revestidos. Além do coco, o revestimento conserva manga, goiaba, melão e melancia.

Os compostos utilizados inibem a ação de microrganismos

Primeiramente os cocos verdes são higienizados para, depois, serem submersos em uma solução à base de polissacarídeos e compostos que inibem a ação de microrganismos nos frutos. Em seguida, o revestimento passa pelo processo de secagem. Após três etapas, surge uma película protetora em torno dos cocos. Por fim, basta encaminhá-los para o processo de embalagem e armazenamento para exportação.

A membrana protetora reduz o metabolismo do coco

De acordo com Josane Resende, pesquisadora da Embrapa, a membrana protetora funciona como uma barreira física no coco verde. Assim que é formada, reduz o metabolismo do fruto, ou seja, diminui a atividade enzimática, além da degradação de açúcares, minerais e vitaminas. Dessa forma, as características sensoriais são preservadas (cor e sabor), assim como são garantidas a qualidade microbiológica do coco e da água.

Fonte: revistagloborural.globo.com

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Andréa Oliveira 02-03-2018 Cultivo de Coco

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